Inquérito sobre morte de Eduardo Campos é arquivado de novo

 

O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, no litoral de São Paulo, emitiu uma decisão na segunda-feira, 1º, determinando o retorno do inquérito sobre o acidente de avião que resultou na morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ao arquivo. A decisão foi tomada após a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal homologar o arquivamento do caso, considerando a inexistência de elementos para reabrir a investigação.

Eduardo Campos faleceu em agosto de 2014, vítima de um acidente de avião em Santos durante sua campanha à Presidência. O despacho de Roberto Lemos foi assinado após a decisão da instância revisora do Ministério Público Federal, que concluiu pela homologação do arquivamento do inquérito, destacando a falta de elementos para embasar o desarquivamento, conforme solicitado por Antônio Campos, irmão de Eduardo.

O juiz havia encaminhado o caso para a Procuradoria-Geral da República em novembro, visando a revisão da investigação e a validação da conclusão alcançada, que foi a negativa do Ministério Público Federal em reabrir o caso, mesmo após a apresentação de 'fatos novos' por Antônio Campos. O inquérito sobre a morte de Eduardo Campos foi arquivado em 2019 devido à falta de conclusão sobre a causa exata da queda da aeronave e a definição dos responsáveis por eventuais crimes ou falhas.

O acidente ocorreu enquanto Eduardo Campos era candidato à Presidência da República, viajando do Rio de Janeiro para o Guarujá. O avião, um modelo 560XL da fabricante Cessna Aircraft, caiu em uma região residencial de Santos. Quase dez anos após o ocorrido, Antônio Campos anunciou que pediria a reabertura do caso, fundamentando-se em um parecer técnico extenso.

Apesar do pedido de reabertura, o Ministério Público Federal em Santos opinou contra, alegando a ausência de provas novas capazes de alterar o cenário fático já estabelecido. O parecer foi contestado por Antônio Campos, mas a 2ª Câmara do MPF seguiu a mesma linha de argumentação, considerando que os elementos apresentados reproduziam fundamentos já abordados em petições anteriores e no relatório final da investigação.

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