Projeto de restaurante em formato de zepelim no Recife Antigo causa polêmica

 

A atenção pública volta-se novamente para a construção de novos espaços em áreas históricas da capital pernambucana. Após debates sobre os edifícios Pier Maurício de Nassau e Pier Duarte Coelho, conhecidos como Torres Gêmeas, e o projeto Novo Recife, surge agora o foco na edificação de um restaurante em formato de zepelim sobre dois prédios tombados no Bairro do Recife, em frente à praça do Marco Zero.

O grupo responsável justifica a proposta como uma maneira de integrar uma estrutura de casa de máquinas e grandes equipamentos de climatização do museu que serão instalados nos edifícios. O design inspirado no dirigível Graf Zeppelin, que historicamente pousou no Recife em 1930, é apresentado como uma solução estética e funcional.

O debate nas redes sociais entre defensores e opositores do empreendimento esquenta, com alguns vendo a iniciativa como uma forma de revitalizar espaços subutilizados no Bairro do Recife, enquanto outros temem pela descaracterização urbanística e histórica do local.

Apesar de laudos técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) contrários à construção, o superintendente do Iphan em Pernambuco, Jacques Ribemboim, deu luz verde para o início das obras, que estão programadas para começar em breve.

Críticas à decisão do superintendente vieram de entidades como o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos) e o Instituto dos Arquitetos do Brasil, ressaltando preocupações com a preservação do patrimônio histórico.

O projeto submetido ao Iphan aborda restauro e intervenção nos edifícios localizados na Avenida Rio Branco, nº 23, e na Avenida Marquês de Olinda, nº 58. Os dois imóveis formam um lote triangular conhecido como "ferro de engomar".

As obras de restauração envolvem reparos em portas, janelas, estruturas metálicas, além de pintura e remoção de mofos e infiltrações. No entanto, a controvérsia está centrada na intervenção planejada, que inclui a construção do restaurante em formato de zepelim, dividido entre as coberturas de ambos os edifícios.

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