Oficial acusado de homicídios em Camaragibe deixa comando de batalhão

 

Após aceitação da denúncia pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o tenente-coronel Fábio Roberto Rufino da Silva foi dispensado do comando do 12º Batalhão da Polícia Militar. Ele se tornou réu por triplo homicídio duplamente qualificado no processo relacionado à chacina de Camaragibe, no Grande Recife, ocorrida em setembro de 2023.

A portaria que oficializou a dispensa foi publicada no boletim interno da Secretaria de Defesa Social (SDS) nesta terça-feira (12). O tenente-coronel Davidson Michel Ramos da Cunha assume o posto deixado por Rufino.

"Estavam previstas mudanças nos batalhões da PM. Agora, com a decisão da Justiça sobre a denúncia, Rufino deixou o comando do batalhão, mas permanece na corporação", declarou o secretário Alessandro Carvalho em entrevista ao JORNAL DO COMMERCIO. Documentos obtidos pelo JC indicam que o nome de Rufino já estava sob investigação pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil nas semanas após os assassinatos ocorridos em setembro de 2023, que vitimaram o soldado Eduardo Roque Barbosa de Santana, de 33 anos, e o cabo Rodolfo José da Silva, 38, durante uma ocorrência no bairro de Tabatinga.

Apesar disso, Rufino permaneceu no comando do 20º Batalhão, em Camaragibe. Em dezembro do mesmo ano, atendendo a pedido do MPPE, a Justiça determinou seu afastamento para não interferir nas investigações. Na ocasião, outros cinco policiais de diferentes patentes foram presos. O então comandante geral da PMPE, Tibério César dos Santos, apenas transferiu Rufino para o 12º Batalhão.


MPPE AGE CONTRA POLICIAIS ACUSADOS DE REALIZAREM CHACINA EM CAMARAGIBE

Na quinta-feira (7), a Primeira Vara Criminal da Comarca de Camaragibe do TJPE recebeu a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra os policiais militares acusados dos homicídios de membros de uma mesma família. O crime ocorreu na madrugada de 15 de setembro de 2023, na cidade. Os acusados foram intimados a oferecer defesa por escrito em resposta à acusação.

O MPPE alega que durante uma abordagem em 15 de setembro, ocorreu um confronto entre os policiais e Alex da Silva, resultando na morte de dois policiais e no ferimento de uma mulher e seu primo. Posteriormente, outros policiais, sob comando e monitoramento da Polícia Militar, iniciaram uma caçada aos familiares de Alex, resultando em múltiplas mortes.

Alex foi morto em Tabatinga após reagir a uma abordagem policial.

Veja abaixo o vídeo da transmissão da morte da família (ATENÇÃO! AS IMAGENS SÃO FORTES):

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