Onça morta e exposta teria sido a mesma que atacou mulher no sertão

 

ONÇA ABATIDA EXIBIDA NAS REDES SOCIAIS É APONTADA COMO RESPONSÁVEL PELO ATAQUE A MORADORA EM CARNAUBEIRA

AUTORIDADES ALERTAM SOBRE A ILICITUDE DO ATO

Uma imagem que circula nas redes sociais sugere que a onça parda exibida teria sido a responsável pelo ataque a Maria Inez Freire Barros de Sá, de 58 anos, ocorrido no último sábado (13) em Carnaubeira da Penha, no Sertão.

No momento do incidente, a vítima encontrava-se sozinha em sua propriedade rural, onde se viu obrigada a utilizar a força para se defender do animal. Atualmente, ela está hospitalizada no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada.

A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) divulgou ter tomado conhecimento, de maneira não oficial, do caso envolvendo uma onça parda na região do Sertão. A Agência ressalta que o animal estava em seu habitat natural e, geralmente, as onças pardas (Puma concolor), conhecidas como bodeiras ou suçuaranas, evitam o contato com seres humanos.

CRIME AMBIENTAL

A CPRH enfatiza que orienta os produtores rurais da área a resguardarem seus animais de criação e domésticos em locais seguros e próximos a áreas bem iluminadas durante a noite, visando evitar incidentes semelhantes.

É relevante lembrar que esses animais estão progressivamente perdendo espaço em seu habitat devido à ação humana, que, a cada dia, desmata mais e reduz a área de circulação desses animais. Não são eles que estão invadindo nossas residências, mas sim nós que estamos ocupando cada vez mais o território deles.

Em novembro, em uma operação conjunta com a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificou os responsáveis pela morte de uma onça parda (Puma concolor) na cidade de Mirandiba, também no Sertão de Pernambuco. Os envolvidos foram confirmados como culpados pelo Ibama, multados e intimados a prestar depoimento na Polícia Federal.

Segundo o Ibama, caçar, perseguir ou utilizar animais silvestres configura crime no Brasil, conforme o artigo 29 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998), podendo resultar em pena de detenção de 6 meses a 1 ano, além de multa que varia de R$ 5 a R$ 500 mil por animal.


MULHER FOI ATACADA POR ONÇA NO SERTÃO PERNAMBUCANO


A agricultora Maria Inez Freire Barros de Sá, 58 anos, encontra-se hospitalizada em uma unidade da rede pública após ser atacada por uma onça-parda no último sábado (13) em Carnaubeira da Penha, no Sertão. Em relato ao G1, Maria Inez, que estava sozinha na roça no momento do incidente, descreveu ter utilizado a força para se defender do animal.

A vítima estava em uma plantação em Jacurutu, na zona rural do município, realizando atividades agrícolas. Maria Inez explicou que estava capinando para alimentar duas vacas e fornecer água às cabras quando o ataque ocorreu. "Ela voou na minha perna e ficou mordendo, rasgou minha calça que era de malha. E eu voei nas goelas dela pra tirar ela da minha perna e ela mordeu muito a mão direita. Consegui apertar muito ela na garganta e joguei ela pra dentro do capim e corri pra dentro de casa", relatou a agricultora. Maria Inez destacou que o animal rosnou em sua direção ao conseguir entrar em sua residência. Após pedir ajuda, foi levada pelo filho ao Hospital Coronel Álvaro Ferraz, em Floresta, onde foi internada. Posteriormente, foi transferida para o Hospital Professor Agamenon Magalhães, em Serra Talhada, e retornou ao Hospital Coronel Álvaro, onde permanece sob cuidados médicos.

Veja no vídeo abaixo depoimento da agricultora sobre o ocorrido:

Atualmente em observação, Maria se recupera dos ferimentos e passou por um procedimento cirúrgico, além de ter recebido uma vacina antirrábica. Em relação ao ocorrido, a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) informou ter tomado conhecimento, extraoficialmente, do caso envolvendo a onça-parda na região do Sertão. A agência ressalta que o animal encontrava-se em seu habitat natural e que, normalmente, as onças-pardas evitam a interação com seres humanos.

A CPRH orienta os produtores rurais da região a manterem os animais de criação e domésticos resguardados e próximos a áreas bem iluminadas durante a noite, visando evitar incidentes. A mesma recomendação é estendida às áreas com circulação de pessoas, incentivando a manutenção de boa iluminação e a evitar a aproximação com esses felinos.

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