Explosão na Refinaria Abreu e Lima deixa feridos

 

Na tarde da última quinta-feira, dia 25, uma explosão ocorreu em um tanque de petróleo da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), localizada em Ipojuca, no Grande Recife. Imagens registradas em vídeo mostram as chamas intensas, causando temor entre as pessoas presentes no momento do incidente. O evento se deu por volta das 15h30, especificamente no tanque conhecido como "Maracanã", conforme relatado por funcionários que optaram por não se identificar.

Segundo a Petrobras, a explosão ocorreu durante atividades de manutenção no referido tanque. O incidente foi desencadeado por um fagulhamento, resultando na produção de faíscas e chamas. Apesar do acionamento dos bombeiros, as equipes internas da Rnest atuaram efetivamente no controle da situação.

Quatro funcionários foram feridos no incidente e receberam atendimento na própria refinaria, sendo posteriormente encaminhados para avaliação médica externa. Um dos feridos, um homem de 41 anos, foi conduzido ao Hospital Hapvida, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, recebendo alta no mesmo dia.

Outro trabalhador ferido, identificado como Fábio Rodrigues, foi levado ao Hospital Dom Helder Câmara, também no Cabo de Santo Agostinho, em estado estável, com queimaduras em 10% do corpo. Após estabilização, foi transferido para o Hospital da Restauração, localizado na área central do Recife.

Os dois restantes foram direcionados diretamente ao Hospital da Restauração, apresentando queimaduras de 2º grau. A assessoria da unidade de saúde informou que os pacientes encontram-se internados em estado estável.

A Rnest comunicou que um dos trabalhadores feridos recebeu alta hospitalar ainda no início da noite da quinta-feira, sem, contudo, especificar qual deles. A Petrobras assegurou que as unidades de produção da Refinaria operam normalmente, sem outros impactos, e afirmou que as causas da explosão serão objeto de investigação.


FUNCIONÁRIOS COBRAM MEDIDAS DE SEGURANÇA URGENTES

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) atribuiu à terceirização implementada nas gestões anteriores da Petrobras o motivo por trás do acidente que resultou em quatro trabalhadores feridos na quinta-feira (25), após um incêndio na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca, Pernambuco. Conforme a FUP, a refinaria conta atualmente com 2,5 mil terceirizados e 500 empregados próprios.

Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, enfatizou a necessidade urgente de a atual gestão da Petrobras reavaliar esse modelo considerado inseguro. Ele ressaltou a importância de investir na contratação de técnicos de segurança e manutenção por meio de concursos públicos, conforme comunicado oficial.

O coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro PE/PB), Sinésio Pontes, relacionou o acidente diretamente à política de desinvestimento na Rnest, que foi colocada à venda pelo governo Bolsonaro, mas não atraiu interessados.

Pontes alertou para os riscos crescentes na operação e manutenção dos equipamentos devido à política de desinvestimento, destacando que isso já resultou na morte de um trabalhador terceirizado da refinaria em 2021.

O sindicato e a FUP denunciam o desmonte e a falta de zelo com as atividades de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) devido à ampliação das terceirizações nos serviços da Rnest. Os investimentos em SMS, que eram de US$ 2,4 bilhões em 2014, caíram para US$ 1,4 bilhão em 2022.

O acidente no tanque de petróleo na quinta-feira, oficialmente atribuído a uma fagulha, envolveu trabalhadores terceirizados da prestadora de serviços QWS, realizando atividades de caldeiraria no teto do tanque, conforme apuração do Sindipetro PE/PB. A possibilidade será esclarecida na investigação, que contará com a participação do sindicato e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), de acordo com Pontes.

A FUP informou que um dos quatro trabalhadores feridos no acidente recebeu alta, enquanto os demais permanecem com quadro estável.

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