Alteração no cano de escape pode ter matado jovens que dormiram em BMW

 

Na manhã de segunda-feira (1º), um triste incidente chocou a cidade litorânea de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Quatro indivíduos foram descobertos desacordados dentro de um veículo BMW estacionado no Terminal Rodoviário local. As vítimas, todas originárias de Minas Gerais, não resistiram e vieram a falecer.

As autoridades policiais, lideradas pelo delegado Bruno Effori, suspeitam fortemente de intoxicação por monóxido de carbono, um gás inodoro e altamente tóxico. Segundo relatos do delegado, as vítimas foram encontradas pela manhã, em estado crítico, após terem sido localizadas na BMW estacionada no Terminal Rodoviário de Balneário Camboriú.

O trágico episódio teve início quando a namorada de um dos jovens falecidos chegou de ônibus de Minas Gerais para encontrar seu parceiro e amigos na rodoviária. O grupo planejava seguir viagem juntos até Florianópolis. No entanto, ao chegarem ao local, relataram sintomas de tontura, náuseas e tremedeiras, que associaram à ingestão de um cachorro-quente na praia. Decidiram permanecer no local na expectativa de melhora antes de prosseguir viagem.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado nas primeiras horas da manhã para socorrer as vítimas, porém, ao chegarem, já encontraram todos inconscientes e em parada cardiorrespiratória, conforme informado pelos bombeiros que prestaram apoio à ocorrência. Surpreendentemente, a namorada recém-chegada não apresentou quaisquer sintomas, conforme esclarecido pelo delegado responsável pelo caso, prestando depoimento às autoridades.

Após 40 minutos de tentativas de reanimação, a equipe médica do Samu lamentavelmente decretou o óbito do grupo. Uma testemunha, ouvida pela Polícia Civil, relatou que o adolescente de 16 anos, encontrado sem vida no carro, havia ligado para o Samu horas antes de desmaiar no local. A ligação teria ocorrido durante a madrugada.

O relato da testemunha, no entanto, contrasta com a informação da Secretaria de Estado da Saúde (SES), responsável pelo serviço, que negou ter recebido tal chamado durante a madrugada, afirmando que a primeira solicitação ocorreu às 7h21. As investigações apontam como principal suspeita a morte por intoxicação de monóxido de carbono, um gás potencialmente letal. Effori explicou que uma possível ruptura no motor do veículo pode ter sido responsável por liberar o gás tóxico no interior do carro. Estima-se que o grupo tenha sido exposto ao gás por aproximadamente 4 horas.

Informações fornecidas por familiares aos investigadores indicaram uma customização no veículo, levando a polícia a averiguar a possível relação entre essa modificação e o vazamento fatal. Exames da Polícia Científica estão em andamento para confirmar as causas da tragédia. A Polícia Militar divulgou a identificação de três das vítimas, todas maiores de idade, enquanto o nome do adolescente foi compartilhado por familiares e amigos em redes sociais.

As vítimas foram identificadas como Gustavo Pereira Silveira Elias, 24 anos; Karla Aparecida dos Santos, 19 anos; Nicolas Kovaleski, 16 anos; e Tiago de Lima Ribeiro, 21 anos. Originários de Paracatu e Patos de Minas, em Minas Gerais, os jovens haviam se mudado para a Grande Florianópolis há cerca de um mês para residir com familiares.

Segundo o delegado encarregado do caso, o veículo pertencia à família das vítimas, porém, detalhes adicionais ainda não foram confirmados.

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