Milionário armado recebe polícia a tiros e acaba morto em SP; policial civil morreu na ação

 


Neste último sábado (16), uma troca de tiros resultou na morte do empresário Rogério Saladino, dono do Grupo Biofast, e da investigadora da polícia civil Milene Bagalho Estevam, de 39 anos, durante um incidente na luxuosa região dos Jardins, em São Paulo.

O caso teve início quando a polícia civil, realizando uma investigação no local, foi confundida por Saladino como supostos assaltantes. Ao perceber a presença dos agentes por meio das câmeras de segurança, Saladino armou-se e disparou contra os policiais, mesmo antes do portão da residência abrir completamente.

Veja no vídeo abaixo o momento do crime:

A investigadora Milene Bagalho Estevam, acompanhada por um colega, dirigiu-se à casa do empresário para solicitar imagens das câmeras de segurança, em meio à investigação de um furto ocorrido na residência vizinha no dia anterior. O vigilante Alex James Gomes Mury, também presente, informou Saladino sobre a presença da polícia.

No momento do ocorrido, segundo relatos policiais, uma festa estava em andamento na residência de Saladino. O empresário abriu fogo, atingindo Milene, e um dos policiais revidou, acertando também o vigilante. Apesar do resgate ter sido acionado e todos terem sido levados ao hospital, tanto a policial quanto o empresário não resistiram aos ferimentos. O funcionário da casa de Saladino também faleceu.

Além dos acontecimentos fatais, a polícia encontrou uma variedade de drogas no quarto do empresário, incluindo haxixe, maconha e substâncias sintéticas.

Milene Bagalho, uma investigadora experiente com sete anos de serviço na corporação, deixa uma filha de 5 anos. Seus colegas a descrevem como uma das mais capacitadas no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Milene Bagalho, uma investigadora experiente com sete anos de serviço na corporação, deixa uma filha de 5 anos.

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, e Fábio Pinheiro Lopes, diretor do Deic, prestaram homenagens à policial, ressaltando sua excelência e sucesso em desvendar casos criminais.

Rogério Saladino, de 56 anos, conhecido pelas atividades sociais e como presidente do Grupo Biofast, residia em uma mansão nos Jardins e também possuía propriedades em Trancoso, Bahia, onde realizava eventos frequentados por empresários e celebridades.

Além de deixar esposa, Saladino deixa um filho de 15 anos. O Grupo Biofast, sob sua presidência, é composto por uma série de laboratórios de análises clínicas.

A Secretaria de Segurança Pública informou que os policiais civis foram recebidos a tiros por Saladino enquanto realizavam diligências na região. Quatro armas, duas pertencentes aos policiais e duas ao empresário, foram apreendidas no local.

Ademais, a SSP revelou que a residência continha porções de drogas, além de afirmar que o empresário possuía registros policiais anteriores por homicídios, lesões corporais e crimes ambientais.

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