Influenciador Renato Cariani é alvo da PF contra tráfico de drogas

PF faz operação em SP contra tráfico de drogas e desvio de produto químico usado na produção de crack

Principal alvo é a empresa Anidrol, indústria química em Diadema, na Grande SP, que tem como sócio o influenciador fitness Renato Cariani. Ele, que tem mais de 7 milhões de seguidores, também é alvo de busca. Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão são cumpridos em SP, Minas e no Paraná.

 


O influenciador fitness Renato Cariani é alvo da Polícia Federal (PF) em operação que tem como objetivo reprimir e desarticular organização criminosa que desviou produtos químicos para produção de drogas. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta terça-feira (12/12) na Anidrol, uma indústria química, localizada na Grande São Paulo, e que tem Cariani como sócio.


A ação, batizada de Operação Hinsberg, tem apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), e da Receita Federal.

Mais de 70 policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão em endereços situados em São Paulo, Paraná e Minas Gerais. As investigações revelaram que o esquema abrangia a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas a vender produtos químicos em São Paulo, usando “laranjas” para depósitos em espécie, como se fossem funcionários de grandes multinacionais, vítimas que figuraram como compradoras.
PF faz operação na casa do influenciador fitness Renato Cariani — Foto: Divulgação/PF
Foto Divulgação Polícia Federal

Foram identificadas 60 transações dissimuladas vinculadas à atuação desta Organização Criminosa, totalizando, aproximadamente, 12 toneladas de produtos químicos (fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila), o que corresponde à mais de 19 toneladas de cocaína e crack prontas para consumo.
Influencer fitness Renato Cariani — Foto: Reprodução/Instagram/@renato_carian
Foto Cariani redes sociais

Investigação

A investigação começou em 2022 depois que uma empresa farmacêutica multinacional avisou a PF de que havia sido notificada pela Receita Federal sobre notas fiscais faturadas em nome dela com pagamento em dinheiro não declaradas. 

A farmacêutica alegou que nunca fez a aquisição do produto, que não tinha esses fornecedores e que desconhecia os depositantes. 

A partir de tais informações, a Polícia Federal iniciou a investigação e identificou que entre 2014 e 2021 o grupo emitiu e faturou notas em nome de três empresas grandes de forma fraudulenta: AstraZeneca, LBS e Cloroquímica. 

A PF pediu prisão dos envolvidos, o Ministério Público foi favorável, mas a Justiça negou.

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