VÍDEO: Homens armados atiram para o alto em baile funk


O delegado Fabrício Oliveira, responsável pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, divulgou através de sua conta no Instagram um vídeo que retrata um evento de baile funk realizado na Vila do João, localizada no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Nas imagens, é possível observar indivíduos portando fuzis na plateia, que em determinado momento efetuam disparos. Veja no vídeo acima.

O contexto em que se insere o vídeo é acompanhado por uma análise do delegado em sua legenda, na qual ele menciona a proibição de operações policiais regulares em favelas do Rio de Janeiro nos últimos três anos. Segundo o delegado, tal restrição tem conduzido ao crescimento da estrutura desses eventos, bem como ao aumento dos lucros ilícitos de organizações criminosas. O delegado destaca ainda que a realização de operações agora demanda circunstâncias absolutamente excepcionais e obedece a uma série de critérios adicionais.

O Complexo da Maré, por sua vez, tem sido identificado pelas autoridades policiais como um local de refúgio para líderes do tráfico tanto locais quanto de outras regiões. Um exemplo é o ex-miliciano Leandro Xavier da Silva, conhecido como Playboy, que buscou esconderijo no conjunto de favelas e faleceu durante uma operação policial recente. Playboy já havia sido aliado de um influente miliciano antes de se aproximar dos traficantes da Maré.

Outra atividade criminosa observada na Maré inclui uma espécie de "concessionária" do tráfico, que foi desmantelada pelas forças policiais em uma operação realizada no mês de julho. Nesse episódio, foram confiscados 28 veículos, incluindo um Porsche Macan T avaliado em quase meio milhão de reais. Um dos veículos estava equipado com uma placa contendo o nome de uma das facções de tráfico que controlam a área.

De acordo com informações provenientes das investigações, certas comunidades dentro da Maré funcionavam como centros de clonagem e desmanche de veículos roubados. Esse empreendimento ilícito, que operava como uma espécie de "empresa do crime", envolvia todas as etapas desde o roubo dos automóveis até sua clonagem e comercialização. Além de reproduzir chaves reservas, os criminosos utilizavam técnicas avançadas para alterar a numeração do chassi, buscando valorizar o veículo no mercado. Isso demonstra uma tentativa de elevar o valor de revenda e se equiparar aos preços de mercado legais.

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