Pernambuco receberá R$ 91,9 bilhões do Novo PAC

 

Nesta sexta-feira, dia 11, o Governo Federal lançou o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com um investimento significativo de R$ 91,9 bilhões destinado ao estado de Pernambuco. O projeto abrange uma série de empreendimentos que visam impulsionar o desenvolvimento regional e melhorar a infraestrutura do estado.

Dentre as principais obras contempladas pelo novo PAC estão a construção do ramal Salgueiro-Porto de Suape da Ferrovia Transnordestina, a Adutora do Agreste Pernambucano, a segunda fase da Adutora do Pajeú e a realização de melhorias nas BRs-423 e 104. Além disso, as obras da refinaria Abreu e Lima, que estavam paralisadas desde 2015, também serão retomadas como parte dessa iniciativa.

O presidente Lula (PT) lançará oficialmente o novo PAC no Rio de Janeiro, com a presença da governadora Raquel Lyra (PSDB), que acompanhará a cerimônia. Este programa nacional de investimentos deve anunciar cerca de R$ 1,7 trilhão em aportes para todos os estados do Brasil. Desse montante, mais de R$ 1,3 trilhão será investido até 2026, enquanto mais de R$ 300 bilhões estão previstos para serem aplicados após esse período.

Vale destacar que o PAC foi inicialmente criado em 2007, durante o segundo mandato do presidente Lula, e desde então tem sido uma marca das gestões petistas. Reunindo projetos de infraestrutura e programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida, o programa trouxe resultados impactantes e contribuiu para a eleição da então ministra Dilma Rousseff (PT).

Contudo, nos governos subsequentes de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), o programa foi descontinuado. Com a eleição de Lula para um terceiro mandato e a subsequente transição de governo, uma nova versão do PAC começou a ser elaborada, visando retomar esse importante instrumento de fomento ao desenvolvimento nacional.


OBRAS DA REFINARIA ABREU E LIMA SERÃO RETOMADAS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), localizada em Ipojuca, no Grande Recife, durante uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (11). Essa decisão faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e está inserida em um conjunto de projetos que somam R$ 91,9 bilhões destinados ao estado.

A Refinaria Abreu e Lima, cujo projeto foi anunciado em 2005, teve um custo inicial previsto de US$ 2,4 bilhões. Sua concepção tinha a ambição de transformar a dinâmica econômica da região e ganhou destaque também pelo aspecto geopolítico, uma vez que seria resultado de uma parceria entre a Petrobras e a estatal de petróleo venezuelana PDVSA.

O acordo inicial, estabelecido entre o então presidente Hugo Chávez e o presidente Lula, que estava em seu primeiro mandato, previa que a PDVSA seria responsável por 40% dos investimentos. No entanto, esses recursos nunca foram aportados pelos venezuelanos. O projeto contemplava a construção de duas unidades de refino, cada uma com capacidade para processar 115 mil barris de petróleo diariamente. Contudo, em 2009, a Petrobras informou que erros nos cálculos de custo haviam sido cometidos e que o valor real da refinaria seria de US$ 13,4 bilhões, cinco vezes mais do que o valor inicialmente divulgado.

As obras da refinaria foram interrompidas em 2015, quando foram iniciadas as investigações da Operação Lava Jato. Até então, a Petrobras havia desembolsado US$ 18,9 bilhões para a refinaria, equivalente a R$ 66,5 bilhões naquela época.

Somente em 2016, mais de oito anos após o início da construção, uma das duas unidades de refino foi concluída. No mesmo ano, a Justiça Federal condenou o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, por seu envolvimento em uma organização criminosa e por lavagem de dinheiro, crimes vinculados aos desvios de recursos relacionados à construção da refinaria.

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