MC tentou intervir na briga do Cabo e a enfermeira

Familiares e testemunhas foram ouvidos pela Polícia

 Nesta quarta-feira (16), familiares e testemunhas prestaram depoimento à Polícia Civil em relação ao trágico incidente que tirou a vida do MC de brega funk Serginho Porradão e da técnica de enfermagem Manuela Tenório. As vítimas foram mortas durante uma celebração do Dia dos Pais, ocorrida no último domingo (13). Novos detalhes emergiram sobre o relacionamento entre as vítimas e o cabo da Polícia Militar Rodrigo José Fortunato da Silva, principal suspeito do caso.

Felipe Santos, irmão do cantor, revelou que Serginho Porradão foi quem apresentou Manuela ao cabo da PM. A tragédia ocorreu durante um evento no bairro da Guabiraba, na Zona Norte do Recife. No dia seguinte ao depoimento, terça-feira (15), o cabo Rodrigo Fortunato se apresentou à Polícia Civil, mas não foi preso até o momento. Testemunhas relataram que o MC tentou intervir em uma discussão entre o policial e sua parceira, sendo atingido fatalmente.



Durante o depoimento da família de Manuela Tenório, incluindo mãe, filha e genro da vítima, foram delineados mais detalhes sobre a dinâmica do relacionamento do casal. À tarde, um amigo e o irmão de Serginho Porradão, Sergio Murilo Gonçalves Filho, também prestaram depoimento. A investigação está sob a responsabilidade do delegado José Arcanjo.

De acordo com o relato de Felipe Santos, o PM e o cantor estavam juntos em uma festa e o policial demonstrou interesse por Manuela. Com sua personalidade mais reservada, ele pediu a Serginho para apresentá-lo à mulher. Santos também afirmou que o policial era introvertido, ao contrário de seu irmão, que era extrovertido e popular. Além disso, ele refutou as alegações de ciúmes como motivo para o crime.



Santos expressou que, naquele momento, o policial estava sob o efeito de álcool e drogas, perdendo o controle de suas ações e cometendo o crime de maneira impulsiva. A família contratou um advogado para auxiliar na acusação, alegando que há provas suficientes para enquadrar o PM. Os depoimentos contribuíram para um esclarecimento progressivo do caso, o qual espera-se que seja concluído em breve, proporcionando respostas à sociedade.

O depoimento da mãe de Manuela, Maria Leny da Silva, ressaltou que a filha havia iniciado um relacionamento com o policial há cerca de cinco meses e que o mesmo apresentava comportamento excessivamente ciumento. O genro de Manuela, Rafael Araújo, confirmou a natureza controladora do policial, que tentava afastá-la da família.

A tragédia ocorreu quando o PM entrou em uma discussão com Manuela Tenório, culminando na tentativa de intervenção de Serginho Porradão, que foi atingido na cabeça por um dos tiros. A Polícia Militar foi chamada, mas chegou ao local com Manuela já falecida. O cantor foi socorrido e levado para uma unidade de saúde, onde acabou falecendo. O caso continua sendo investigado.

Familiares das vítimas protestaram pela liberdade do PM após apresentação. Na TV Guararapes:


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