Pernas roxas é novo sintoma da Covid longa

 

Na mais recente edição da renomada revista científica The Lancet, pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, detalharam uma descoberta intrigante que lança luz sobre os possíveis efeitos de longo prazo da COVID-19. Enquanto a maioria dos pacientes se recupera totalmente em questão de dias ou semanas, alguns continuam experimentando sintomas persistentes, característicos do que é popularmente conhecido como "COVID longa". Entre os sinais mais comuns dessa condição estavam a fadiga extrema, perda do olfato, dores musculares e dificuldade respiratória. No entanto, os especialistas da Universidade de Leeds identificaram um novo sintoma incomum: coloração roxa nas pernas e nos pés.

O estudo, publicado no último sábado, documenta o caso de um homem de 33 anos que havia apresentado uma tonalidade roxa em suas extremidades inferiores durante os últimos seis meses. Essa manifestação surgia quando o paciente permanecia em posição vertical. O homem descreveu sensações de peso crescente, formigamento, coceira e um escurecimento gradual nessas áreas. Além disso, ele relatou uma erupção cutânea intermitente nos pés. Notavelmente, todos esses sintomas "misteriosos" desapareciam quando ele se deitava.

De acordo com os especialistas, o paciente sofria de um distúrbio conhecido como acrocianose, que resulta em coloração azulada persistente e extrema nas extremidades. Embora essa condição costumeiramente afete as mãos e os pés, ela também pode se manifestar no nariz e nas orelhas.

Os pesquisadores alertam para a necessidade contínua de monitoramento abrangente daqueles que tiveram COVID-19. Eles recomendam que os médicos solicitem exames de sangue, radiografias do tórax e monitorem os indicadores vitais, como a pressão arterial, a frequência cardíaca e os níveis de oxigenação. Casos mais graves devem ser encaminhados para serviços especializados ou de reabilitação, a fim de oferecer um tratamento adequado e orientações para lidar com esses sintomas prolongados.

O estudo ressalta a importância da investigação contínua sobre os efeitos de longo prazo da COVID-19, a fim de garantir que os pacientes recebam o acompanhamento necessário e a atenção médica adequada para minimizar qualquer impacto duradouro.

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