Acusados por matar promotora em 2001 irão a júri

 

Quatro acusados do homicídio qualificado da Promotora de Justiça Maria Aparecida da Silva Clemente, de 43 anos, ocorrido em 7 de abril de 2001, enfrentarão julgamento em júri popular. José Aderval Clemente, Emilson dos Santos Davi, Luciano Pereira da Silva e Alberto Carlos da Silva são os réus envolvidos no caso.

Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) nesta terça-feira (1º), a Vara Criminal de Igarassu proferiu a decisão de levar o processo a júri popular. A juíza Ana Cecília Toscano Vieira Pinto, após análise dos autos, expressou convicção sobre a materialidade do crime e a presença de indícios suficientes de autoria, o que levou à pronúncia dos acusados.

De acordo com o inquérito, José Aderval, que era marido da vítima, teria contratado os outros acusados para executar o sequestro e o assassinato de Maria Aparecida. Emilson e Luciano, juntamente com dois outros indivíduos já falecidos, foram os executores do crime. Eles arrastaram a vítima de um supermercado e a levaram para o lixão de Igarassu, onde efetuaram disparos na região da cabeça.

Segundo a investigação, Alberto Carlos teria pago R$ 10 mil para que Emilson e Luciano realizassem o crime. O motivo apontado para o assassinato foi a alegada insatisfação de José Aderval com o pedido de separação feito por Maria Aparecida, que discordava da forma como ele conduzia seus negócios, envolvendo altas dívidas judiciais e extrajudiciais, execuções, utilização de cheques devolvidos e empresas em nome de "laranjas".

O processo seguirá para o julgamento em júri popular, aguardando a definição da data em que os réus serão submetidos à decisão dos jurados.

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