Quadrilha usou nome de "Zé Mané" para fraudar a previdência

 

A Polícia Federal realizou a prisão de supostos integrantes de uma quadrilha responsável por uma fraude milionária contra a Previdência Social, resultando em um prejuízo estimado em R$ 64 milhões aos cofres públicos. A ação criminosa envolvia a falsificação de documentos de trabalhadores indígenas na região, acrescentando de 15 a 30 anos de idade aos falsos beneficiários, a fim de desviar os valores destinados aos benefícios.

Um dos casos que chamou a atenção e foi minuciosamente investigado na Operação Sangradouro foi o de um indivíduo identificado pelos documentos como "Zé Mané". Ele teria se apropriado de aproximadamente R$ 40 mil em benefícios por meio desse esquema fraudulento. Além disso, empréstimos consignados eram realizados em nome dos falsos beneficiários. Através da análise biométrica dos indígenas envolvidos na fraude, as autoridades conseguiram constatar que muitos deles possuíam múltiplos registros de identidade, certidões de nascimento e outros documentos.

Os agentes estão empenhados em investigar se todos os envolvidos tinham conhecimento do esquema criminoso ou se eram utilizados como "laranjas" no processo. Marcos Tserenhimiru, que ocupava temporariamente o cargo de Coordenador Técnico Local da Funai em Primavera do Leste (MT), foi detido por ter assinado os documentos falsos. Eguinalda Guimarães Rodrigues, tabeliã do cartório em Poxoréu (MT), também foi suspensa por 90 dias sob suspeita de envolvimento no esquema. Ambos negam veementemente qualquer participação nas atividades fraudulentas.

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