Polícia não tem dúvida sobre o padre

A Polícia Civil concluiu dois dos cinco inquéritos abertos contra o Padre Airton Freire, que enfrenta acusações de estupro. Nesses dois inquéritos, quatro pessoas foram indiciadas, incluindo o próprio religioso e duas outras que estão atualmente foragidas. Padre Airton Freire foi denunciado por cinco pessoas por supostos estupros, alegando que os crimes teriam sido cometidos com a ajuda de funcionários, sendo um deles Jailson Leonardo da Silva, suspeito de estuprar a personal stylist Silvia Tavares, que tornou o caso público.


Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (26), na sede da Polícia Civil, localizada no bairro da Boa Vista, Centro do Recife, a investigação foi detalhada durante a Operação Amnom.

Padre Airton encontra-se preso preventivamente e está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital no Recife, devido a um "princípio de acidente vascular cerebral (AVC)". A defesa do religioso nega as acusações.

Além do padre e dos dois funcionários, a polícia também indiciou uma quarta pessoa por falso testemunho, cujo nome não foi divulgado. Não há mandado de prisão em aberto contra essa pessoa.

A delegada Andreza Gregório, responsável pela investigação na Delegacia de Afogados da Ingazeira, no Sertão, afirmou que as vítimas, que incluem mulheres que não se conhecem e um homem, demonstraram dor ao relembrar os fatos e não há indícios de que estejam inventando ou fantasiando sobre o religioso, a quem consideravam um homem santo. Todos os elementos coletados reforçam essa linha de investigação.
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Até agora

A Polícia Civil de Pernambuco divulgou nesta quarta-feira (26) que concluiu dois dos cinco inquéritos abertos para investigar as denúncias de crimes sexuais envolvendo o Padre Airton Freire, fundador da Fundação Terra. A investigação, intitulada Operação Amnom, resultou no indiciamento de quatro pessoas, incluindo o religioso e dois funcionários. Outros dois funcionários, no entanto, estão foragidos e tiveram prisão preventiva decretada.
No último sábado (22), o Padre Airton Freire passou mal e foi encaminhado para o Hospital Memorial Arcoverde e, em seguida, transferido para o Hospital Português, no Recife, onde está recebendo tratamento na UTI. A defesa alega que ele sofreu um princípio de acidente vascular cerebral (AVC). Os indiciamentos ocorreram em decorrência das denúncias feitas por duas vítimas, que acusaram o religioso e funcionários de estupro. 
Além desses casos, há outros três inquéritos em andamento, que envolvem mais três supostas vítimas, incluindo um homem que alega ter sido abusado sexualmente após supostamente ter sido dopado. Segundo a delegada Andrezza Gregório, que está à frente da investigação, as vítimas relataram detalhadamente os fatos e demonstraram emoção ao relembrá-los, reforçando a credibilidade dos depoimentos. A investigação levou em conta também provas técnicas, além dos depoimentos de testemunhas. 
Os funcionários foragidos são Jailson Leonardo da Silva, motorista, e Landelino Rodrigues da Costa Filho, responsável por filmagens de missas e eventos na Fundação Terra. A polícia divulgou os nomes desses suspeitos e pediu à sociedade que ajude a localizá-los. A polícia também revelou que há informações sobre possíveis vítimas de outros estados, uma vez que a Fundação Terra recebia visitantes de diversas regiões do país. Por isso, um número exclusivo (81) 9.9488.7082 foi divulgado para que as possíveis vítimas ou testemunhas possam entrar em contato e fornecer informações relevantes. As investigações estão sendo acompanhadas por uma força-tarefa composta por cinco delegadas. 
O Ministério Público também está analisando as conclusões dos inquéritos, designando promotores para a investigação. A defesa do Padre Airton Freire alega que existem provas técnicas, documentais e testemunhais que atestam sua inocência, mas devido ao sigilo de justiça, não podem ser reveladas ainda. Os advogados dos funcionários foragidos afirmam que seus clientes são inocentes e que estão trabalhando para revogar as prisões preventivas. O caso está sendo acompanhado de perto pela sociedade, que aguarda por mais esclarecimentos à medida que a investigação prossegue.

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