Empresários dizem que vão tomar "providências" contra greve de rodoviários

 

Na iminência da greve dos rodoviários, marcada para iniciar à 0h da próxima quarta-feira (26), os empresários do transporte de passageiros em Pernambuco declaram que tomarão as "providências necessárias". A medida é uma resposta ao movimento paredista, que promete deixar mais de 1,6 milhão de passageiros sem ônibus, causando transtornos à população.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Pernambuco (Urbana-PE) emitiu uma nota lamentando a conduta do Sindicato dos Rodoviários durante as negociações coletivas deste ano. Segundo a Urbana-PE, as lideranças dos rodoviários não demonstraram interesse em chegar a um entendimento, apresentando propostas com contradições e incertezas. Segundo os empresários, a postura dos trabalhadores foi marcada por pedidos de reajustes superiores a 100% em diversos itens, comparecimento à negociação sem seus advogados, solicitações de adiamento e recusas em agendar novas reuniões. Ademais, a Urbana-PE ainda lembra que decisões liminares do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região ordenaram ao Sindicato dos Rodoviários que não impeça o livre acesso dos trabalhadores que desejem exercer suas atividades nem a circulação regular da frota de veículos das empresas.

Apesar disso, a Urbana-PE reitera sua disposição para continuar a negociação, desde que não haja imposições arbitrárias e intimidatórias. Os empresários também criticam a "articulação dos rodoviários com o Sindicato dos Metroviários", considerando a ameaça constante de interromper o transporte público da Região Metropolitana do Recife inaceitável, por demonstrar desrespeito à população e à economia local.

Enquanto o impasse continua, o Sindicato dos Rodoviários aguarda até o dia da greve um posicionamento do Governo de Pernambuco e das empresas, buscando o atendimento de suas exigências. Caso não sejam atendidos, a greve será ratificada.

Entre as demandas dos rodoviários estão: reajuste salarial de 10%, sendo 3% referentes à inflação e 7% de ganho real; concessão de R$ 600 de ticket alimentação para todos os trabalhadores da categoria; fornecimento de cesta básica no valor de R$ 400; e o fim das folgas compensatórias.

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