Empregada doméstica processa patrões por câmera na cozinha

 

Andréa Batista dos Santos, uma empregada doméstica, tomou a iniciativa de entrar com uma ação na Justiça para cobrar seus direitos trabalhistas, alegando condições adversas durante o período em que atuou em seu antigo emprego. A denúncia foi feita por meio da assessoria jurídica do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Domésticas da Bahia (Sindoméstico-BA).

Em uma entrevista concedida à TV Globo, Andréa relatou que passava por situações difíceis durante o expediente, especialmente relacionadas à alimentação. Segundo ela, era comum sentir fome durante o trabalho, já que seus empregadores não permitiam que se alimentasse adequadamente.

Além disso, Andréa afirmou que os patrões instalaram uma câmera na cozinha, monitorando suas ações constantemente. Segundo a trabalhadora, essa vigilância resultava em um sentimento de privação de privacidade, afetando seu bem-estar emocional.

"Nós temos que fazer tudo na cozinha para que a patroa possa ver. Até mesmo mexer na minha bolsa, faço questão de fazer na cozinha", explicou Andréa.

O advogado que representa a vítima ressaltou que essas atitudes por parte dos empregadores são consideradas ofensivas à dignidade trabalhista, destacando a importância de que tais casos sejam tratados com seriedade e rigor pelas autoridades competentes.

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