CASO BEATRIZ: Juíza decreta que perito teria recebido propina para fraudar laudo

 

Em um despacho publicado na última quinta-feira, dia 05, a juíza Elane Brandão Ribeiro esclareceu que a suspeita de recebimento de propina no valor de R$ 1,5 milhão por parte do perito Gilmário dos Anjos no Caso Beatriz não possui elementos para prosseguimento.

A defesa da família de Beatriz Mota, a menina morta a facadas em dezembro de 2015 em Petrolina, havia solicitado à magistrada que fossem pedidas informações à Chefia da Polícia Civil de Pernambuco, a fim de averiguar se o profissional teria recebido dinheiro para falsificar um laudo pericial que supostamente favoreceria a Escola Nossa Senhora Auxiliadora, local onde ocorreu o crime. Segundo o despacho inicial da juíza, feito a pedido da defesa durante as alegações finais, havia um trecho de um relatório da Polícia Federal (PF) sobre a Operação Metástase que mencionava o suposto recebimento de R$ 1,5 milhão pelo perito para "falsificar uma das perícias do Caso Beatriz, prejudicando a instituição de ensino onde ocorreu o assassinato".

A Operação Metástase, deflagrada em abril deste ano, tinha como objetivo desarticular uma milícia com características de grupo de extermínio, composta por policiais militares e civis de Pernambuco, Paraíba e Ceará, que atuava na região do Sertão pernambucano, especificamente nos municípios de Salgueiro, Serra Talhada, Ouricuri e Parnamirim. De acordo com a PF, a milícia era especializada em homicídios e outras atividades ilícitas.

Em nota, a Associação de Polícia Científica de Pernambuco (Apoc-PE) afirmou que a decisão reforça a confiabilidade dos laudos periciais e a seriedade do trabalho realizado pela Polícia Científica do Estado de Pernambuco.

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