Polícia investiga caso de criança amarrada em poste de escola


A Polícia Civil de São Paulo solicitou a prisão temporária dos proprietários de uma escola infantil particular localizada no bairro do Cambuci, zona sul de São Paulo. A medida foi tomada após denúncias feitas por uma ex-funcionária, que gravou vídeos evidenciando práticas de maus-tratos contra crianças. A polícia também requisitou à Justiça um mandado de busca e apreensão.

Um dos vídeos registrados pela ex-funcionária, que trabalhou no estabelecimento por dois meses, revela a proprietária da escola e uma funcionária repreendendo crianças com idades entre 1 e 2 anos, por meio de gritos e xingamentos. Em uma das cenas chocantes, uma criança é amarrada a uma pilastra com sua própria blusa.

Outro aluno, que havia urinado em suas vestimentas, é exposto a gritos por parte de uma funcionária na frente de seus colegas. A profissional declara: "Hoje você não fez xixi na roupa, por qual motivo? Vou começar a conversar com você e gravar as suas respostas. Quando a sua mãe, seu pai ou quem quer que venha te buscar chegar, eu vou entregar e dizer: 'Aqui está a resposta do seu filho para mim'".


Em outra ocasião, a diretora da escola repreende uma menina de aproximadamente 1 ano para que ela arrume os brinquedos espalhados pelo chão. Consternada com a situação, a ex-funcionária procurou os pais das crianças vítimas de castigos e maus-tratos, relatando o que ocorria dentro da instituição. A partir desse momento, os familiares se dirigiram à delegacia.

A polícia ainda desconhece há quanto tempo as crianças têm sido submetidas a esses tipos de castigos. Além dos proprietários da escola, duas estagiárias que trabalham no local serão convocadas para prestar depoimento. A Secretaria de Segurança Pública informou que a Polícia Civil aguarda a decisão do Poder Judiciário e que as investigações estão em curso.


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