Justiça prende donos de escola investigados por maus-tratos

 

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) acolheu o pedido de prisão temporária dos responsáveis pela Escola Pequiá, localizada no bairro do Cambuci, zona sul da capital paulista. O casal está sendo investigado por supostos casos de maus-tratos a alunos. As autoridades policiais já estão mobilizadas para localizá-los e efetuar a prisão.

O caso veio à tona após uma ex-funcionária da escola infantil denunciar os proprietários, registrando imagens que evidenciavam os maus-tratos infligidos às crianças. Os vídeos revelam cenas perturbadoras, onde a proprietária e uma funcionária aparecem advertindo crianças com gritos e xingamentos, sendo que em uma das imagens um menino é amarrado a uma pilastra com a própria blusa. Outro aluno, que teria urinado na roupa, é constrangido por uma funcionária que faz comentários humilhantes na presença dos colegas. Os relatos indicam que as mães das crianças também perceberam uma mudança no comportamento dos filhos.

Até o momento, 12 mães já prestaram depoimento às autoridades, relatando a experiência dos filhos na escola. Não se tem conhecimento sobre a duração dos maus-tratos, uma vez que a investigação está em andamento. A escola encerrou suas atividades no dia 21 de junho, logo após as denúncias virem à tona.

Além disso, outra professora, que trabalhou na instituição em 2016, relatou ter denunciado anteriormente as condutas dos proprietários. No entanto, por medo de retaliações, ela preferiu permanecer anônima. Em 2016, a docente levou o caso à Secretaria de Estado da Educação, mas a investigação não avançou.

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