Falta de macas em ambulâncias atrapalha transferências entre hospitais

 

Pacientes internados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Grande Recife têm enfrentado longas esperas de dias para serem transferidos para hospitais. De acordo com o Sindicato dos Condutores de Ambulância de Pernambuco (Sindiconam), a causa desse problema é a falta de macas suficientes para atender aos pacientes. Segundo informações, a falta de macas está diretamente relacionada à escassez de leitos hospitalares. Como resultado, as macas acabam sendo retidas nos hospitais e utilizadas precariamente como leitos, afetando as transferências e os atendimentos de urgência.

Ao chegarem aos hospitais, os pacientes são admitidos, mas as macas ficam retidas. Muitas vezes, condutores e equipes de saúde esperam por horas, dependendo do tempo de atendimento ao paciente, até que a maca seja liberada. Porém, a falta de leitos impede essa liberação. Dessa forma, os pacientes acabam sendo mantidos internados nas macas das ambulâncias. O presidente do Sindiconam questionou por que não são liberadas macas quando necessárias, atribuindo a falta de leitos como a causa desse problema.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) respondeu ao problema afirmando que os hospitais realizam um levantamento diário para identificar as macas que não pertencem às suas unidades e informam às unidades responsáveis, como UPAs, Samu, Corpo de Bombeiros e prefeituras, sobre a liberação desses equipamentos. Assim, é responsabilidade dos gestores retirarem as macas oportunamente. A SES acrescentou que, enquanto aguardam a retirada das macas, elas são armazenadas em um local específico, disponível aos responsáveis.

A escassez de macas é um problema antigo no sistema de saúde de Pernambuco. Em 2017, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a instalar GPS para localizar as macas. Na época, o Ministério Público de Pernambuco abriu um inquérito para investigar a retenção e desvio de macas em unidades de saúde do estado, algumas delas sendo adulteradas. Apesar disso, o problema persiste até hoje, seis anos depois.

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