Crianças esperando por leitos na UTI enfrentam dificuldades em Pernambuco

 

A governadora Raquel Lyra (PSDB) tomou uma medida drástica para lidar com a preocupante situação de superlotação nas UTIs neonatais e pediátricas do estado. Diante desse cenário crítico, foi decretada a situação de emergência em saúde pública, visando garantir ações urgentes para atender às necessidades das crianças e bebês em espera.

Os registros deste ano apontam para mais de 2 mil casos de SRAG entre menores de 10 anos, com um triste saldo de mais de 30 óbitos confirmados. Esses números alarmantes evidenciam a necessidade de ações efetivas para enfrentar essa crise na saúde infantil.

A situação de emergência em saúde pública terá validade inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada se as circunstâncias assim o exigirem. O decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial na terça-feira (20) e passou a vigorar imediatamente.


A rede pública de saúde de Pernambuco enfrenta uma alarmante escassez de leitos, com 87 recém-nascidos e crianças aguardando vagas, de acordo com dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) na última quarta-feira (21). A superlotação nas unidades neonatais e pediátricas tem levado o Governo do Estado a declarar estado de emergência na saúde pública. A SES-PE também destaca que, nesse período do ano, entre maio e julho, há um aumento sazonal de vírus respiratórios em Pernambuco, o que resulta em uma maior demanda por leitos especializados na rede pública de saúde, especialmente para atendimento pediátrico.

Dos 87 bebês e crianças que aguardam a regulação das vagas, a situação mais crítica é para aqueles que necessitam de leitos de UTI para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 54 crianças aguardando por uma vaga. Além disso, há cinco crianças na fila por leitos de UTI de pediatria clínica, oito recém-nascidos esperando por leitos de UTI Neonatal para SRAG e 20 recém-nascidos que aguardam por leitos de UTI clínica.

Atualmente, a rede de saúde do estado conta com 219 unidades pediátricas e 111 unidades neonatais. No entanto, de acordo com a SES-PE, esses leitos estão sendo utilizados em sua capacidade máxima, agravando ainda mais a situação.

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